D. Expedito


Dom Expedito Eduardo de Oliveira nasceu em Pacatuba, Estado do Ceará, em 08 de janeiro de 1910. Filho de Alfredo Augusto de Oliveira e Elvira Eduardo de Oliveira ingressou no Seminário de Fortaleza em fevereiro de 1924. Em setembro de 1934 assumiu a função de vigário da Paróquia de São Gerardo e, em 1942, Nossa Senhora do Carmo, ambas na capital cearense. Em setembro de 1948 já ocupava a função de Pró-Vigário Geral e Administrador-Tesoureiro dos patrimônios de São José e de Nossa Senhora do Rosário, além de Capelão do Ginásio de Nossa Senhora das Lourdes, em Fortaleza. Ainda no Ceará foi vigário ecônomo da Catedral durante dois anos (de 1951 a 1953) e teve sua Sagração Episcopal em 13 de dezembro de 1953, quando foi eleito Bispo titular de Barca e auxiliar de Dom Antônio de Almeida Lustosa, em primeiro de outubro do mesmo ano.

A nomeação como Bispo de Patos aconteceu no dia 07 de março de 1959, determinada pelo Papa João XXIII. A escolha, porém, data de 25 de fevereiro. A programação de três dias, ocorrida de 11 a 13 de julho, marcou não apenas a chegada do primeiro pastor, mas também, a instalação oficial da Diocese, pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Armando Lombardi.

Dom Expedito foi recebido festivamente no dia 11 de julho de 1959, às 15:30 horas, no Distrito de Santa Gertrudes, pelo então prefeito, Nabor Wanderley da Nóbrega, onde aconteceu uma grande manifestação, promovida pelas autoridades e representantes classistas. Entrou na cidade de Patos desfilando em carro aberto, sendo festejado por uma grande multidão que se aglomerava nas ruas. Ao chegar em frente à prefeitura, foi saudado pelo então Deputado Federal Ernani Sátyro. A missa festiva aconteceu às 19:00 horas daquela mesma data e teve como celebrante Dom Otávio Barbosa de Aguiar – Bispo de Campina Grande.

Durante quase 24 anos, Dom Expedito conduziu o seu rebanho sertanejo, sempre fiel a sua missão e mantendo o clero unido. Criou 12 paróquias, localizadas nas mais diferentes regiões de sua jurisdição, dedicando-se de maneira forte as vocações sacerdotais; fundou o Seminário Diocesano como Casa de Formação para os jovens que manifestavam o desejo de ser padre; efetivou casas e comunidades religiosas para cuidar da catequese e educação dos mais carentes.

Em 1962, por iniciativa de Dom Expedito, a Diocese de Patos passou a ter o comando da Rádio Espinharas, momento em que a emissora se encontrava em total precariedade, por conta da ação dos políticos que estiveram na sua coordenação desde a fundação em 1º de agosto de 1950. Adquirida pelo Movimento de Educação de Base, a única estação sertaneja da época recebeu novos equipamentos e transformou-se no maior instrumento de educação e evangelização.

Entre os grandes feitos de Dom Expedito, destaca-se a fundação da Escola Normal São José, inaugurada em 24 de março de 1963, momento em que era ramificada a Congregação das Irmãs Josefinas, as quais ficariam responsáveis pela administração da unidade de ensino e haviam desembarcado em Patos no dia 12 do mesmo mês. O estabelecimento funciona plenamente nos dias atuais, com sede no bairro de São Sebastião. No mesmo ano, trouxe para Patos uma unidade de Cáritas Brasileira, objetivando socorrer os flagelados da seca. Cinco mil famílias cadastradas passaram a receber cestas básicas e roupas, doadas pelos Estados Unidos da América.

No início da década de 80, a Diocese ganhou o Centro de Justiça e Paz, com o objetivo de despertar na comunidade a importância da organização e apoiá-la nas suas lutas por terra, moradia e educação. Nesse período surgiu a Renovação Carismática Católica. Foi também no Bispado de Dom Expedito a implantação dos seguintes movimentos: Apostolado da Oração, Cursilhos de Cristandade, Focolares, Legião de Maria, Mãe Rainha, Pastoral da Juventude e Congregação Mariana.

Vítima de enfarte agudo do miocárdio, Dom Expedito faleceu no dia 08 de maio de 1983, aos 73 anos de idade, abalando toda a região, pela qual dedicou boa parte de sua vida. Com a grande perda, Monsenhor Luís Laíres da Nóbrega, que foi vigário geral da Diocese de Patos pelo período de 20 anos, assumiu a transição durante nove meses, escolhido pelo Colégio de Consultores, dentro do que preceitua as regras da Igreja Católica, tempo em que seria anunciado e empossado o substituto.

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