Flávio Sátiro


O maior patrimônio de um homem é aquele que consegue perpetuá-lo em meio aos espaços por ele ocupados e, quando a matéria prima é constituída da formação educacional, o seu produto final se torna possível à custa de muito esforço, capacidade e responsabilidade. Detectar essa condição é tão fácil o quanto é difícil chegar a ela. Basta referenciar uma exposição composta de dados biográficos da figura em evidência.

Flávio Sátiro Fernandes nasceu em Patos, aos 13 de janeiro de 1942, filho de Sebastião Francisco Fernandes e Emília Sátiro Fernandes. Fez o primário no Grupo Escolar Rio Branco e os estudos secundários no Ginásio Diocesano. Em 1957, matriculou-se no Colégio Padre Félix, no Recife, onde cursou o segundo grau, àquela época chamado Curso Científico. Aprovado no Vestibular para a Faculdade de Direito do Recife, matriculou-se em março de 1960, diplomando-se em 1964. De sua turma participavam, entre outros paraibanos: Romero Ábdon Queiroz da Nóbrega, Eilzo Matos, Mário Silveira, Roberto Figueiredo Cavalcanti (Orador), Carlos Hermano Mayer e Jomar Morais Souto.

Regressando à cidade natal, passou a exercer a advocacia, sendo nomeado, em junho de 1965, Advogado de Ofício da Comarca de Patos. Em 1969, funda, juntamente com José Gomes Alves e outros membros da Fundação Francisco Mascarenhas, a Faculdade de Ciências Econômicas de Patos, da qual foi o primeiro diretor, exercendo o cargo por cinco anos. Também dirigiu a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patos e a Escola de Agronomia e Medicina Veterinária. Esta última daria origem ao Campus VII, da Universidade Federal de Campina Grande, antes UFPB, onde passariam a ser ministrados os cursos de Engenharia Florestal e Medicina Veterinária. Em Patos, exerceu, ainda, as funções de Presidente do Rotary Club e de Secretário da Educação e Cultura do Município. Enquanto estava neste último cargo foi convidado pelo Governador Ernani Sátyro para exercer a função de Secretário do Interior e Justiça do Estado da Paraíba, tomando posse em 14 de maio de 1974, em substituição ao bacharel Francisco Soares de Sá, também natural de Patos. No mesmo governo foi designado membro do Conselho Estadual de Educação, cargo que ocupou por quatro anos. Nomeado, em fevereiro de 1975, Procurador Geral do Tribunal de Contas do Estado, passou a responder pelo cargo a partir de 06 de março e em setembro do mesmo ano foi indicado para o cargo de Conselheiro daquela Corte, na qual permaneceria, tendo sido, por três vezes, seu Presidente.

Flávio Sátiro sempre foi destaque na literatura e elemento fundamental no resgate da história, sendo autor dos romances: “Festa de Setembro” e “A cruz da Menina”, do livro de poesias “Geografia do Corpo”, ensaios e obras na área jurídica, além de trabalhos diversos divulgados em revistas e jornais. No ano do Centenário da cidade lançou o livro “Na Rota do Tempo”, no qual constam datas, fatos e curiosidades da trajetória de Patos. Graças ao seu trabalho como escritor passou a pertencer à Academia Paraibana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Instituto Histórico e Geográfico de Patos (Sócio Correspondente), Instituto Brasileiro de Direito Constitucional, Associação Brasileira dos Constitucionalistas (Instituto Pimenta Bueno) e da Ordem dos Músicos do Brasil. Algumas de suas poesias se encontram inseridas no Jornal de Poesia. É autor de várias composições, letra e música, divulgadas em um CD, além de outras não incluídas nesse disco, sendo que uma de suas criações foi selecionada para o Forró-Fest Festival Nacional do Forró, edição 2001.

No resumo de sua trajetória, não existe qualquer dúvida da grande importância do Dr. Flávio Sátiro Fernandes, dentro do contexto de contribuintes fundamentais da Cultura Paraibana, integrando um dos lugares de destaque na galeria dos grandes idealizadores do município de Patos.

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