Edivaldo Mota


Filho de Miguel Fernandes Mota e Josefa Silva Mota, o homem em destaque nasceu aos 11 dias do mês de julho de 1939, na cidade de Patos. Fez o curso primário no Colégio Diocesano local, e o Ginasial na cidade de Vitória de Santo Antão, Estado de Pernambuco. Concluiu Bacharelado em Direito em 1983, no Instituto Paraibano de Educação (IPE), na Capital João Pessoa. Casou-se no dia 06 de dezembro de 1958, com Francisca Gomes Araújo Motta e deste enlace matrimonial nasceu sua única herdeira, a filha Illana.

Edivaldo Fernandes Motta iniciou sua vida pública em 1963, elegendo-se vereador pelo município de Patos. Convocado pelo então prefeito José Cavalcanti assumiu uma Secretaria Geral da administração, durante dois anos. Logo em seguida, surpreendeu a cidade tornando-se deputado estadual, no período de 1967 a 1987. Em 1968, disputou o cargo de prefeito de Patos, tendo como candidato a vice, Valdemar Simões de Figueiredo e ficando na terceira colocação, com 3.619 votos. O segundo colocado foi Zéu palmeira, que teve como companheiro de chapa Apolônio Gonçalves, com 3.918 sufrágios, enquanto o vitorioso foi Olavo Nóbrega com 8.014, tendo como vice o empresário Severino Lustosa.

Na Assembléia foi líder do Partido Popular (PP) e PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Em 1986, resolve candidatar-se à esfera federal, chegando a ser eleito deputado constituinte, cargo que assumiu no Congresso, no ano seguinte.
Edivaldo sempre foi atuante e zeloso com as questões que envolviam Patos e demais municípios de sua área de atuação. Sobre o seu trabalho como Deputado Federal Constituinte o senador Humberto Lucena chegou a expressar: “Poucos parlamentares, no exercício do seu primeiro mandato federal, tiveram uma participação tão expressiva no parlamento quanto teve o deputado Edivaldo Motta, nesse período em que o Congresso Nacional teve a honra de contribuir para a reconstrução democrática do país…”.

No transcurso de sua vida pública, Edivaldo foi um dos grandes responsáveis pelo surgimento de novas lideranças, a exemplo do ex-prefeito e ex-deputado federal, Rivaldo Medeiros, que mais tarde acabou se transformando no seu maior adversário político. Os confrontos entre ambos marcaram a região pelo teor de agressividade. O filho de Miguel Motta jamais perdoou a traição política, dada a sua característica de reciprocidade para com os amigos. Alguns desses episódios chegaram a ocupar um lado pitoresco na história, valendo lembrar que tratava o seu desafeto de “lobo” e recebia em troca o adjetivo “louco”.

Edivaldo Motta, que cumpria o seu segundo mandato de deputado federal, beneficiado pelo licenciamento de Zuca Moreira, representante de Cajazeiras que assumia a Secretaria Estadual de Saúde, faleceu aos 12 de julho de 1992, um dia após comemorar os 53 anos de idade, vítima de parada cardíaca, na fazenda Maria Paz, município de São José de Espinhadas, onde participava de uma festa de vaquejada. No mesmo ano, sua esposa Francisca Motta se elegeu vice-prefeita de Patos, para mais tarde, chegar a ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba, eleita em 1994, façanha repetida em 1998 e 2002.

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