Orlando Jansen


Filho do Coronel da Polícia Militar do Estado da Paraíba, Vicente Jansen de Castro e de Alzira Luna Freire Jansen, Orlando Jansen nasceu aos 06 dias do mês de fevereiro de 1925, na tradicional rua do Prado. Em sua terra natal iniciou os estudos e foi um dos integrantes da primeira turma do Colégio Diocesano para mais tarde, em outros centros, dar seqüência a sua batalha educacional que culminaria com a formatura em Bacharelado pela Faculdade de Direito do Recife, cuja solenidade se deu em 13 de dezembro de 1952. Antes, porém, teve uma participação na política patoense, exercendo a função de vereador, cuja eleição aconteceu em 12 de outubro de 1947, obtendo 513 votos e sendo empossado no dia 08 de novembro do mesmo ano.

Disposto a seguir a carreira jurídica, ingressou no Ministério Público em 13 de novembro de 1953, como Procurador Substituto da Comarca de Princesa Isabel. De lá foi transferido a pedido para Patos, por ato assinado em 03 de abril de 1954. Em 1956 voltou a atuar na Comarca anterior já como titular, resultado da aprovação em concurso público. Em 03 de maio de 1957 foi designado para a promotoria de Mamanguape, de onde retornaria, mais uma vez, para Princesa Isabel. Sua atuação como promotor de justiça ainda teve passagens pelas Comarcas de: Cajazeiras, João Pessoa, Pombal e Campina Grande.

Indicado pelo Conselho Superior do Ministério Público, passou a exercer o cargo de Sub-Procurador de Justiça tendo assumido, conseqüentemente, a Procuradoria Geral. Também na Capital, chegou a exercer a titularidade da Quinta Promotoria.

Aos 24 de maio de 1984, por indicação do Pleno do Tribunal de Justiça, Orlando Jansen figurou em lista tríplice e foi escolhido pelo então Governador, Wilson Leite Braga, como Desembargador. A solenidade de posse aconteceu no dia 20 de junho, oportunidade em que foi saudado pelo Desembargador Arthur Virgínio de Moura, em nome do TJ; Procurador Geral de Justiça, Coriolano Dias de Sá, em nome do Ministério Público e o Advogado Raphael Carneiro Arnaud, pela OAB.

No seu currículo constam também as seguintes funções: Presidente e Procurador do Tribunal Regional Eleitoral; Membro do Conselho Superior do Ministério Público, Integrante do Conselho Penitenciário do Estado; Corregedor da Magistratura; Vice-Presidente do Tribunal de Justiça tendo exercido a presidência por várias vezes, chegando a aposentadoria em 29 de novembro de 1994.

Foi casado em primeiras núpcias com a senhora Íris de Moura Jansen e com o seu falecimento veio a contrair matrimônio com outra filha de Patos, Maria de Fátima de Lucena Lima Jansen, com a qual passou a residir na Capital do Estado da Paraíba.

Sempre ligado as suas raízes, o Desembargador Orlando Jansen, continuou sendo uma presença constante na Capital do Sertão, convergindo periodicamente com o objetivo de rever os amigos e familiares, colocando em dia os assuntos e revivendo os velhos tempos. Citou, de certa feita, como maior trunfo de sua existência, as características herdadas do pai, homem corajoso e destemido que, não se curvando aos políticos de sua época, desenvolveu um trabalho profícuo contra as injustiças, principalmente no período em que esteve assumindo o cargo de delegado do município de Patos. Para Orlando Jansen, um dos motivos de sua maior satisfação foi a presença do Monsenhor Vieira, na sua posse como Desembargador, momento em que relembrou uma frase bastante pronunciada pelo educador no tempo em que era um dos alunos do tradicional Colégio Diocesano e por ser muito jovem, um tanto levado, sempre ouvia a seguinte declaração: “Você não dá nem pra soldado de polícia”. Para não perder de tudo o Monsenhor ainda respondeu: “-porém, foi o primeiro”.

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