Hardman Cavalcante


Se a história é constituída de uma série de acontecimentos, nenhum fato desmerece o registro. Afinal, não é o tamanho da função que determina a sua importância, mas sim, a forma como ela é desenvolvida, principalmente quando as características do seu condutor servem de modelo para grandes iniciativas.

Hardman Cavalcante Pinto, é um nome marcante na história de Patos. Nascido no município de Taperoá, Filho de Cesário Pinto Correia e Henriqueta Cavalcante Queiroz, teve na agricultura de subsistência a sua primeira atividade. Mais tarde, transferido em companhia da família para Cacimba de Areia, cujo meio de locomoção foi o lombo de animais e o objetivo era encontrar melhores condições de vida, o menino, à época, não se contentou com a seqüência da atividade rural e rumou para a cidade de Patos em busca de outros meios de sobrevivência. Foi na construção da terceira igreja de Nossa Senhora da Guia, prédio atual da Catedral, que ele conseguiu o seu primeiro emprego como servente de pedreiro, tendo como mestre o senhor Antônio Batista e permanecendo na referida obra pelo período de dois anos.

O nome em destaque lembrava fatos importantes da história e reverenciava a figura do Padre Fernando Gomes, como um amigo em potencial que lhe ajudou a descobrir as boas coisas do mundo. Fazia as refeições no próprio local de trabalho, dormia no almoxarifado e, mesmo em meio a difícil situação, demonstrava enorme satisfação, dentro da humildade que sempre lhe fora peculiar.

Hardman Cavalcante só se afastou da obra da igreja pelo fato de ter recebido uma proposta de trabalho, em melhores condições, na construção do Cine Eldorado. Mesmo passando a atuar em outra missão ele não perdeu, em momento algum, a sua identificação com Nossa Senhora da Guia, a qual sempre o inspirou de forma otimista com relação à vontade de vencer.

Com o passar dos anos novos espaços foram surgindo e aquele que começara como mero assistente de pedreiro acabou se transformando em um dos maiores empresários do Sertão da Paraíba, atuando em várias frentes, contribuindo com o desenvolvimento da região e constituindo uma das famílias mais tradicionais da atualidade.

Comportando-se como um homem inteligente e dotado de visão futurista, Hardman melhorou, consideravelmente, o campo empresarial de Patos. Instalou uma representação da Monark, no tempo em que a bicicleta despontava como meio de transporte mais acessível à população. Não demorou muito e com a expansão do comércio automobilístico, trouxe a Concessionária da Willys na era da Rural, Pick-Up, Jeep e Aero-Willis. Com relação a esse empreendimento, a inauguração festiva aconteceu no dia 21 de outubro de 1960, com a presença dos dirigentes nacionais da montadora, tendo à frente o Diretor-Presidente, Waldemar Geoffroy. Ainda no campo dos transportes foi durante muito tempo o principal empresário de passageiros, com a Empresa Patoense, fazendo a linha de Patos a João Pessoa. Implantou diversos postos de combustíveis e não deixou de investir na agricultura, chegando a ser um dos principais produtores de algodão nos tempos áureos do Ouro Banco. No campo imobiliário foi, ainda, um dos primeiros nomes na lista dos grandes empreendedores.

Logo que conseguiu galgar uma posição privilegiada, como prova de sua devoção à Padroeira, Hardman tratou de doar a imagem externa da Igreja, conservada até os dias de hoje. Mesmo passando a residir na Capital Paraibana, manteve negócios regulares em Patos, juntamente com os seus filhos que aqui nasceram e permanecem vivendo no torrão natal. Além disso, colaborou com todas as realizações festivas em homenagem à Santa, notadamente as comemorações de setembro. Faleceu em 06 de setembro de 2003.

Por fim, com base nos seus méritos, nada mais justo do que, através da referência a este empresário, homenagear todos os que trabalharam ou contribuíram para o desenvolvimento da cidade de Patos e solidificação da Catedral de Nossa Senhora da Guia.

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