Casa do Estudante


Em 18 de agosto de 1968, fruto de uma idéia lançada em fevereiro de 1965, a cidade de Patos ganhava a mais importante entidade discente de sua história, a Casa do Estudante, a qual teve como primeiro presidente o jovem Juracy Dantas de Souza, que juntamente com os seus colegas: Antônio Lessa de Castro, Belmiro Guedes, Demóstenes Medeiros, Gilvan da Silva Freire, Gutemberg Palmeira, João Rosendo, Valdemar de Sousa Filho e o Professor Durval Fernandes, então diretor do Colégio Estadual, teve a brilhante idéia de lutar pela referida fundação.

A solenidade de inauguração, que foi transmitida pela Rádio Espinharas, contou com a participação de autoridades ilustres, a exemplo do então prefeito José Cavalcanti, um representante do Governador João Agripino, o Padre Carlos que foi responsável pela bênção, o deputado José Gayoso, dentre outros.

Com sede na rua Solon de Lucena nº 39, prédio do senhor Antônio César, vizinho a Farmácia de Dr. Basílio, a Casa do Estudante deu um impulso considerável no setor educacional, passando a prestar assistência sócio-cultural, esportiva e alimentar, aos secundaristas de várias regiões do Estado e de outras Unidades da Federação, notadamente aqueles desprovidos de condições financeiras, os quais passaram a tê-la como única alternativa de suporte para a conclusão dos seus cursos.

Se no princípio eram apenas 18 jovens, logo chegou ao patamar de 60, em regime de internato, assistidos diariamente e passando a ser uma referência estadual pela forma como a Casa do Estudante era conduzida, sempre visitada por representantes públicos, entre eles, os governadores: João Agripino, Ernani Sátyro, Ivan Bichara e Tarcísio Burity, que se encantavam com o trabalho ali desenvolvido.

Em 1971, a Casa do Estudante recebeu a visita de Frei Damião, oportunidade em que este abençoou sua estrutura física e atraiu grande assistência graças a sua enorme popularidade, pelo conhecido poder místico, no aspecto de beato.

Em 1973, realizou-se em Patos o I Encontro de Dirigentes de Casas de Estudantes da Paraíba, com a participação dos representantes de Catolé do Rocha, Campina Grande e João Pessoa. O referido evento redundou em importantes descobertas sobre a sobrevivência das referidas entidades assistenciais.

Para se ter uma idéia clara da importância da Casa do Estudante de Patos, basta relembrar que em 1975, o Ministério da Educação enviou a Capital do Sertão a sua coordenadora do Departamento de Projetos Especiais, Dra. Isabel Springer Ribas, objetivando conhecer a realidade da entidade e, conseqüentemente, lhe proporcionar a assistência necessária.

Se os anais registram como primeiro sócio da Casa do Estudante, Honório Bezerra Resende, natural de São Bento, muitos seriam os discentes atendidos ao longo de mais de dez anos de existência, provindos dos mais diversos lugares. Para se ter uma idéia em 1969 foram assistidos jovens procedentes dos seguintes municípios: Taperoá, Aguiar, Sousa, Cacimba de Areia, Teixeira, Diamante, Prata, Brejo do Cruz, Itaporanga, Santa Cruz, Condado, São Mamede, Serra Negra-RN, Caicó-RN, São José do Egito-PE, Coremas, Malta, Marcelino Vieira-RN, Uiraúna, Santa Luzia, São José de Espinharas, Salgadinho, Piancó, Patos e Campina Grande.

Os principais subsídios para a manutenção da Casa do Estudante de Patos eram destinados através do Departamento de Assistência ao Estudante, órgão vinculado ao Ministério da Educação; Decreto-Lei 4.802, de 20 de junho de 1969, do Governo da Paraíba; Orçamento da União, por iniciativa dos Deputados Federais e Senadores da Paraíba; ajuda mensal da Prefeitura Municipal; Campanha Nacional de Alimentação Escolar e campanhas filantrópicas.

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