Professor Durval


Vicente Durval Fernandes de Oliveira, natural do município de Luís Gomes, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte, limite com Uiraúna na Paraíba e filho de Francisco Xavier de Oliveira e Amélia Fernandes de Oliveira, chegou a Patos em fevereiro de 1945, acompanhado do irmão Manoel, atendendo um chamamento do Padre Vieira.

Os dois receberam na chegada, o batismo de costumeiro trote em que os internos “maiores” afligiam os “novatos” a fim de testar sua disposição e humor, brincadeira que resultava na aprovação do fera em seu primeiro teste. Adaptando-se à rotina do Ginásio, cumpriram a primeira etapa, ao concluírem o 1º grau em 1949.

Por falta de condições financeiras, Durval voltou para a terra natal e somente em 1952, retornou a Patos, desta feita para trabalhar como professor substituto e logo em seguida na condição de tesoureiro geral do Colégio Diocesano, habilitado que foi em proveitoso treinamento de contabilidade geral, mediante estágio no escritório do senhor Milton Vieira, cargo do qual se afastaria em 1957, passando-o a sua esposa Therezinha, para assumir a Secretaria Municipal de Fazenda, atendendo convite do Prefeito Nabor Wanderley, após indicação do deputado José Cavalcanti. Atuou como gestor das finanças, assessorando o chefe do executivo nos diversos setores da administração, valendo-lhe como indicativo popular no pleito político que viria a enfrentar posteriormente.

A pedido de Dom Expedito, Bispo Diocesano, assumiu a Direção Comercial da Rádio Espinharas, para, ao lado do Presidente, Padre Milton Arruda e do Diretor Artístico, Professor Quirino, mudar o perfil da emissora, tirando-a do amadorismo em que se debatia para a profissionalização que se impunha.

O Professor Durval Fernandes teve uma formação enriquecida com a experiência do trabalho, ao longo das etapas de colégio e de faculdade. Ginásio concluído em 1949; Científico 10 anos depois, cursos superiores de Licenciatura do 1º Grau, em Estudos Sociais, pela UFPB, em 1973 e Direito em 1975. De permeio, o trabalho intenso, como professor do Ensino Médio, em Patos e João Pessoa, como docente contratado pela UFPB, na cadeira de Direito Internacional Público, nos anos 1976 e 1977.

Em 1962 a Administração da Paraíba criou o Colégio Estadual de Patos, que passou a funcionar no prédio do Diocesano e o Governador Pedro Gondim, nomeou Durval Fernandes para lecionar a cadeira de História, disciplina na qual obtivera registro definitivo anteriormente.

Em 1966, o Governador João Agripino lhe entregou a direção do Estadual, substituindo o Monsenhor Vieira, que passou a ocupar a Secretaria de Educação da Paraíba. Com sua equipe, desenvolveu um trabalho significativo, conquistando com isto o respeito e admiração de todos, o que lhe valeu um atestado de dever cumprido, na despedida de 1970, quando se transferiu para a capital.

Durante os 25 anos dedicados e radicados em Patos, o professor Durval Fernandes, desenvolveu diversas atividades: presidiu a Comissão de Desenvolvimento Local, foi membro fundador do Lions, criou a Fundação Duarte Dantas, desenvolveu um amplo programa de apoio e amparo ao estudante pobre, entre outros.

Em 1972, retorna à Capital do Sertão, disposto a disputar a eleição de prefeito, oportunidade em que a cidade presenciou uma campanha bonita, entusiasta e bastante concorrida. Não obtendo sucesso voltou para João Pessoa, onde fixou residência, continuando suas atividades no magistério. Entrou para a vida privada e exerceu as gerências de empresas como SOCIC, Moinhos Recife e Cabedelo, até fundar seu próprio empreendimento, encerrando com a aposentadoria em 1987. Acompanhando a família, por força dos estudos dos filhos, passou a residir em Recife.

Durval Fernandes de Oliveira casou-se em 1957 com Maria Therezinha Vieira de Oliveira, advogada e administradora de empresa, com quem teve 05 filhos, os quais lhe deram 14 netos. Sempre agradeceram a Deus pelo que receberam, pelos dons concedidos e pelas pessoas maravilhosas colocadas nos seus caminhos.

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