Adminstradores


No ano de 1892, com a criação da interventoria para todos os municípios, a Vila de Patos passou a ser administrada por Constantino Dantas Correia de Góis, tendo como vice José Antônio Carneiro. O Conselho Municipal foi formado pelos seguintes membros: Vigolvino Pereira Monteiro Wanderley (Presidente), Severino Machado da Costa (Vice-Presidente), Severino César de Melo, João Ferreira da Costa, Alexandrino Alves Monteiro, Celso Gomes de Sá Mororó. Suplentes: José César de Melo, Francisco Machado Toscano da Nóbrega, Francisco da Costa Lustosa Cabral, Artequilino Dantas Correia de Góis, João Pedro de Sousa, Manuel Ferreira do Nascimento e Antônio Mamede da Costa. A Estação de Arrecadação tinha como Chefe Miguel Sátyro e Souza e Escrivão Francisco Gomes dos Santos. A estrutura judiciária era representada pelo Juiz de Direito: Pedro Ulisses Porto; Suplentes: Silvino Xavier dos Santos, Antônio Gomes dos Santos, José Vieira Arcoverde; Promotor: Manoel Gomes dos Santos; Suplentes de Juiz Federal: Antônio Baptista de Figueiredo, João Pedro Sátyro de Sousa e Lourenço Dantas Correia de Góis. A Delegacia de Polícia tinha como titular: Benício Gomes da Silveira Caluete; Suplentes: Francisco Simplício de Araújo, José Jerônimo Machado da Nóbrega e José César de Melo; Sub-Delegado: Antônio Pereira Monteiro Wanderley; Suplentes: Cecílio Bernardo de Araújo, Vigolvino José de Sousa e Manuel Alves Monteiro; Carcereiro: José Maria Pontes. A instrução primária com relação ao sexo masculino era confiada a Inácio Machado da Costa Neto, enquanto o sexo feminino ficou a cargo de Joaquina de Oliveira Cabral; Agente dos Correios: Iluminata A. da Silva Nóbrega.

 O dia 08 de janeiro de 1903 marcou a eleição do Presidente do Conselho Municipal, figura que voltaria a ter a atribuição de governar as Vilas, sendo que em Patos a escolha recaiu sobre Sizenando Flórido de Sousa, tendo como vice José Vieira Arcoverde. Em 05 de outubro do mesmo ano, o deputado José Campelo de Albuquerque Galvão, natural de Mamanguape, apresentou na Assembléia Legislativa projeto para a elevação da Vila de Patos à Categoria de cidade. Dois dias depois, em sessão presidida pelo deputado Manoel Dantas de Góis, a propositura consegue a aprovação em primeira discussão. Em 15 de outubro aconteceu a segunda votação, após as justificativas apresentadas na tribuna pelo autor do projeto que tinha o número 2, as quais foram reforçadas pelo seu colega parlamentar Enéas Pedro de Sousa, ligado a Patos por laços familiares. A terceira aprovação aconteceu em 19 de outubro, com a redação final que seguiria para a sanção ficando pronta três dias após. Já no dia 24, o Presidente José Peregrino de Araújo sancionou a referida Lei Estadual que teve o nº 200 e foi publicada no Jornal A União do dia seguinte e Correio Oficial, edição de 29 do mesmo mês. A instalação oficial da Cidade de Patos ocorreu em primeiro de fevereiro de 1904, em solenidade presidida pelo Presidente do Conselho Municipal, Sizenando Flórido de Sousa, o qual seria nomeado prefeito em 02 de dezembro do mesmo ano, tendo como vice José Pedro Cabral e assumindo o referido cargo em 31 de janeiro de 1905. O Presidente do Conselho Municipal foi o Vigário Joaquim Alves Machado e o Vice-Presidente José Jerônimo de Barros Ribeiro.

A Cidade de Patos foi composta inicialmente de dois distritos: o da sede e o de Passagem, no entanto, uma série de modificações ampliou a sua jurisdição, consideravelmente, passando a comportar também Cacimba de Areia, Salgadinho, São José de Espinharas, São José do Bonfim, Quixaba e Santa Terezinha.

A gestão de Sizenando Florido de Sousa foi concluída em 09 de fevereiro de 1907, data em que pediu exoneração, objetivando assumir o cargo de professor primário ocupado por Benigno de Medeiros, oportunidade em que foi nomeado como Prefeito Municipal, Sebastião Ferreira da Nóbrega, Vice-Prefeito: José Pedro Cabral, enquanto o Conselho Municipal passou a ter como presidente e vice respectivamente, José Jerônimo Barros Ribeiro e José Vieira Arcoverde. Os demais membros eram: Sizenando Flórido de Sousa, Canuto Alves Torres, José Calazans Angelim, Mirabeau Wanderley, Celso Gomes de Sá Mororó, José Martins da Nóbrega e Manoel Gomes de Lima. A exemplo do que aconteceu com o seu antecessor, não temos notícias de grandes obras realizadas, já que as suas ações estiveram mais centralizadas no campo da ação social. Vale destacar que em 1908, precisamente no dia 06 de setembro, a cidade ganhou uma estação telegráfica, um verdadeiro impulso para a comunicação da época, com trabalhos executados por Alfredo dos Santos. Na imponente solenidade de inauguração fizeram uso da palavra o Dr. Pedro Firmino, Coronel Miguel Sátyro, Padre Joaquim Alves Machado, Dr. Ulisses Torres, Professor Pedro Torres e Manuel Lustosa Cabral.

Em 1º de dezembro de 1912 aconteceu a eleição para o Conselho Municipal, cujos eleitos foram os seguintes: José Jerônimo de Barros Ribeiro, Antônio Carneiro Bastos, Manuel Gomes de Lima, Sizenando Florido de Sousa, Manuel Maciel de Figueiredo, João Antônio da Nóbrega, Pedro Caetano dos Santos, Celso Mororó e Bartolomeu de Lucena, os quais foram empossados no dia 02 de janeiro de 1913. No dia seguinte, o Presidente do Estado (designação dos dirigentes das unidades da Federação), nomeou como administrador municipal de Patos o Dr. José Peregrino de Araújo Filho, tendo como vice José Vieira Arcoverde.

Em 20 de dezembro de 1916, foi realizado um novo pleito para a renovação do Conselho Municipal, momento em que os oposicionistas se abstiveram de participar e, em conseqüência, os situacionistas acabaram ocupando todas as vagas com os seguintes eleitos: Dr. Pedro Firmino da Costa e Souza, Laurênio Lauro de Medeiros Queiroz, João Marques de Almeida, Pedro Caetano dos Santos, Manoel Fernandes, João Jerônimo Machado, Manoel Gomes de Lima, Pedro Xavier dos Santos e Antônio Ayres Cavalcante.

O dia 23 de agosto de 1918 marcou no calendário a nomeação de Aristides Marques de Almeida para o cargo de vice-prefeito. Em 09 de fevereiro de 1920, foi feita a publicação do Decreto nº 1.051, designando o dia 22 de junho para a eleição de uma vaga no Conselho Municipal, decorrente da renúncia de Laurênio Lauro de Medeiros Queiroz e em 20 de dezembro de 1924 se realizaria a eleição para a nova Câmara, gestão 1925/1929.

O Prefeito José Peregrino de Araújo Filho, médico que exercia a profissão mais como apostolado do que como meio de vida, casado com uma filha do Coronel Firmino Ayres Albano da Costa, concunhado do Coronel Miguel Sátyro e amigo da família Dantas de Teixeira, reuniu prestígio suficiente para ter o maior período de administração da história de Patos, com duração de 15 anos, tempo em que deu considerável impulso ao crescimento da cidade, priorizando a urbanização. Inicialmente implantou uma iluminação singela com lampiões a querosene em 30 postes espalhados pelas ruas e em 1921 instalou a luz elétrica através de gerador, cuja montagem foi confiada ao engenheiro Cavalcanti. Outra grande obra do seu governo foi a construção da primeira ponte que ligava o centro ao bairro de São Sebastião, com inauguração no dia 23 de agosto de 1922, a qual foi construída sob a supervisão do engenheiro Brandão. Em 27 de dezembro de 1925, inaugurou o Cemitério São Miguel.

Em 31 de dezembro de 1928, foram realizadas as eleições para Conselheiros Municipais, conforme determinado pela Lei Estadual 657, de 14 de novembro do mesmo ano, com posse marcada para 07 de fevereiro de 1929. Em 07 de março é empossado no cargo de vice-prefeito, Manuel Canuto Torres e dois dias após é nomeado como Chefe do Executivo o Dr. Firmino Ayres Leite, filho do Dr. Inocêncio do Piancó e enteado do Coronel Miguel Sátyro, que permaneceria na referida atribuição até 1930. Identificado com o então Presidente da Paraíba, João Pessoa, seguindo a administração estadual, ele arborizou a cidade, restaurou o açougue primitivo, desobstruiu avenidas, a exemplo do Beco do Cemitério, onde atualmente está construída a Unidade Cultural. Sua obra de referência foi a canalização das águas vindas do poente que se encontravam à altura da rua João da Mata para despejar no Rio Espinharas. Educado no sul, portando idéias novas empreendeu ferrenho combate aos sonegadores e disciplinou o expediente do comércio, além de ter instalado a prefeitura em um prédio adequado. Vale salientar que o seu alto grau de coerência chegou a acarretar o pedido de renúncia. Após embelezar a cidade com fícus e determinar ao delegado a prisão de quem tentasse destruir os canteiros, acabou desafiado pelo irmão Tiburtino Leite, tendo que soltá-lo em atendimento a um pedido de sua mãe e, imediatamente, comunicando o seu afastamento do cargo, em caráter irrevogável, ao Presidente João Pessoa.

Em 20 de setembro de 1930, Firmino Ayres foi substituído por Clóvis Sátyro e Sousa, o qual só permaneceu até o dia 08 de março de 1931, quando pediu exoneração e passou o cargo a Adelgício Olintho de Mello e Silva, um fervoroso adepto da Revolução, movimento que conseguiu empolgá-lo no aspecto das transformações, fortalecendo de início a Política Tributária. Levou a efeito o cadastramento da cidade e traçou a linha das ruas, promulgou o Código de Postura do município, abriu novas avenidas e criou a feira do gado, dando considerável impulso ao comércio e agropecuária; orientou os habitantes com relação ao embelezamento da cidade e promoveu campanhas de conscientização sobre a saúde e higiene. Decretou a obrigatoriedade da construção de fossas nas residências. Em 16 de setembro, de 1931, presidiu a solenidade de lançamento da Pedra Fundamental do Grupo Escolar Rio Branco, construído pelo Governo Provisório do Interventor Gratuliano Brito e criado pelo Decreto 368, de 09 de março de 1933, inaugurado em 04 de julho do mesmo ano e tendo como primeiro diretor, o professor Pedro da Veiga Torres. Também foi mérito do referido prefeito junto ao governo, a conquista do novo prédio dos Correios e Telégrafos, inaugurado na mesma data.

Vale salientar que a postura de Adelgício foi uma das mais questionadas, a partir da morte de Antenor Navarro, vítima de acidente Aéreo e conseqüentemente a investida de Gratuliano Brito no governo estadual, seu compadre e conterrâneo de São João do Cariri. O irmão de Bivar Olintho tornou-se condestável inatingível, contra quem a Vox Populi debitou uma cópia de inomináveis desmandos em nossa história. Ao ponto em que aumentava a sua tirania contra os adversários, diminuía seu prestígio entre os homens pacatos. Instala-se o terror no município de Patos e a voz das ruas apontava-o como mandante do espancamento em um pobre oficial da polícia num hotel de Campina Grande. Na Capital do Sertão muita gente era agredida por determinação do prefeito que sempre se fazia acompanhar do sargento Febrônio e do Cabo José Antônio, além da inseparável palmatória que não poupava as mãos daqueles que o desafiavam. Atentados se sucediam, como o de Hilário Gouveia, onde foi sacrificado o popular Israel; e contra Ernani Sátyro, no coração da cidade, felizmente sem conseqüências. Aos poucos o então governo se transformava na página mais negra de nossa retrospectiva administrativa, em termos de violência. A cidade aterrorizada, cheia de capangas armados e nas fazendas o povo não tinha sossego. Somente com a mudança da administração estadual e a presença de Argemiro de Figueiredo, Patos voltou à normalidade, época em que a democracia foi restabelecida.

Em 09 de setembro de 1935, Clóvis Sátyro e Souza voltou ao cenário político-administrativo, sendo o primeiro prefeito eleito através do voto direto, instituído por força da constituição promulgada em 1934. Ele venceu o agropecuarista Darcílio Wanderley e assumiu o cargo em 24 de dezembro, do ano do pleito. Em 24 de janeiro de 1936, foram empossados os vereadores eleitos: Abílio de Sousa Wanderley, Alfredo Lustosa Cabral, Francisco de Assis Wanderley, Juvenal Lúcio de Sousa, Noé Trajano da Costa, Pedro Caetano dos Santos, Pedro da Veiga Torres, Pedro Xavier dos Santos e Zacarias Vilar. O Dr. Clóvis chegou a se afastar do cargo em 15 de novembro de 1937, motivado pela implantação do Estado Novo, com a outorga da Constituição Federal que deu nova organização aos municípios, transmitindo a função ao Sr. Misael de Sousa, secretário municipal, mas em 02 de dezembro, ou seja, 17 dias após o seu afastamento, numa prova de resistência ao referido golpe, foi nomeado prefeito pelo Interventor Argemiro de Figueiredo. Governou sem perseguição mantendo o ritmo progressista, tendo sido o construtor do prédio onde a Prefeitura Municipal funciona até os dias atuais, o antigo matadouro público e inúmeras galerias subterrâneas.

Com a posse de Ruy Carneiro na condição de Interventor Federal da Paraíba, saiu de Patos uma caravana que fazia oposição a Clóvis Sátyro, para se entender com a autoridade maior do Estado a respeito de quem tomaria conta dos destinos do município. O grupo era encabeçado pelo escritor Allyrio Meira Wanderley e levava no colarinho o nome do professor Pedro da Veiga Torres. O referido docente assumiu o cargo às 18:00 horas, do dia 24 de agosto de 1940, ano em que a população de Patos era de 41.850 habitantes. Sua obra de maior repercussão e que sobrevive até hoje, dentro de um aspecto de beleza, é a Praça Getúlio Vargas. Também foi um dos grandes responsáveis pela instalação do Tiro de Guerra e efetivação da primeira pista de pouso, hangar e criação do Aeroclube, que em 19 de maio de 1942 elegeu sua primeira diretoria executiva, tendo como presidente o prefeito municipal, vice-presidente: Macilon Caetano; Primeiro-Secretário: Lourival Cavalcanti de Oliveira; Segundo Secretário: Dinamérico Wanderley de Sousa; Orador: Teotônio Rodrigues; Tesoureiro: Alfredo Travassos; Diretor Técnico: Clodomiro de Albuquerque; Assistente Jurídico: Luís Wanderley; Conselho Fiscal: Agrícola Montenegro, Tiburtino Rabelo de Sá, José Peregrino Filho; Suplentes: Zózimo Gurgel, Carlos Dantas Trigueiro e Antônio Gomes. O Jornalista Assis Chateaubriand, mentor da campanha de incentivo a aviação civil, doou ao referido Clube o Avião Prudente de Morais, recebido festivamente em 5 de setembro de 1942. Também foi durante o governo de Pedro Torres, notadamente graças ao seu empenho, que ocorreu a conclusão da ligação ferroviária Pombal-Patos.

Por força do Decreto de 12 de junho de 1943, assinado pelo Interventor da Paraíba, Ruy Carneiro, foi nomeado Prefeito de Patos, o funcionário administrativo, classe L, do Quadro Único do Estado, Manoel Severiano de Sousa. Sua posse ocorreu no dia 02 de julho e o seu mandato que durou até 06 de setembro de 1944, foi um tanto quanto inibido, com poucas realizações. O ponto mais importante de sua atuação foi o lançamento da pedra fundamental para a construção do Hospital Regional, e a viabilização da criação de uma feira, às quintas de cada semana, em atendimento ao pleito da ACIAP.

Também nomeado por Ruy Carneiro, Bivar Olintho de Mello e Silva tomou posse no dia 13 de setembro de 1944, 07 dias após a assinatura do ato, destacando-se como homem popular, aberto aos habitantes mais humildes, o que o tornou bastante querido. Governou até 10 de novembro de 1945, ou seja, pouco mais de um ano. Ampliou a rede municipal de ensino e melhorou o semblante da cidade através da recuperação de praças, limpeza e higiene. Desapropriou várias casas para o alargamento de ruas e avenidas, inclusive a Felizardo Leite. Ainda no seu governo foi iniciada a construção da parede norte do Mercado Central. Pediu exoneração do cargo em 03 de novembro de 1945 e foi substituído pelo Secretário Municipal, Stoessel Wanderley de Sousa, que ficou apenas alguns dias na função, enquanto era indicado o substituto. Essa primeira experiência administrativa de Bivar o credenciou como liderança e na redemocratização filiou-se ao Partido Social Democrático, presidido em Patos pelo Coronel Antônio Sousa Gomes, seu sogro.

Segundo os anais da Prefeitura Municipal de Patos, Manoel Quinídio Sobral tomou posse em 10 de novembro de 1945, também nomeado por força de decreto do Interventor Federal da Paraíba Severino Montenegro, assinado três dias antes. Não há registro de nenhum feito relevante, já que o período de sua administração foi bastante curto, permanecendo no cargo até 19 de fevereiro de 1946, quando pediu exoneração.

Oscar Medeiros Torres, nomeado em 19 de fevereiro de 1946, pelo Dr. Odon Bezerra Cavalcante, foi empossado cinco dias depois do ato, permanecendo no cargo até 04 de março de 1947. Sua administração também foi inibida, restringida a manutenção da estrutura patrimonial e assistência social, sem a efetivação de grandes obras.

 

Nomeado pelo Governador Osvaldo Trigueiro, Milton Gomes Vieira assumiu a Prefeitura de Patos no dia 10 de março de 1947, três dias após a assinatura do ato, ficando até 08 de novembro do mesmo ano. Tratou com zelo do aspecto administrativo e se destacou no socorro às famílias atingidas pela grande cheia do Rio Espinharas, que invadiu a parte baixa da cidade, provocando enormes prejuízos com a destruição de muitas casas.

 

Clóvis Sátyro e Souza, voltou a ser eleito em 12 de outubro de 1947 através do voto popular, direito restabelecido com a volta da normalidade institucional, obtendo 3.453 votos, contra 3.123 do seu opositor José Afonso Gayoso de Sousa. Para vice-prefeito o ganhador foi Walter Vieira Arcoverde, com 3.405 votos, contra 2.907 de Bossuet Wanderley da Nóbrega. Os vereadores escolhidos e suas respectivas votações foram as seguintes: Lauro Nóbrega de Queiroz – 529, Orlando Jansen – 513, Joaquim Leitão de Araújo – 409, José Antônio de Urquiza – 407, Pedro Crispim de Andrade – 400, Manoel Henriques da Silva – 398, Antônio Crizanto Dantas – 386, Silvino Sátyro Xavier – 317, Juvenal Lúcio de Sousa – 316 e Francisco Pereira de Assis – 274.

Todas as posses aconteceram em 08 de novembro do mesmo ano e durante esse governo foi dado um toque de modernidade às artérias, incluindo a pavimentação das Avenidas Solon de Lucena e Epitácio Pessoa. Também partiu do Dr. Clóvis a iniciativa de contribuir para a consolidação de grandes obras, a partir da doação de um terreno à Legião Brasileira de Assistência, encravado no antigo Campo do Estrela, medindo 80.625 metros quadrados, através da Lei nº 9, de 23 de março de 1948, destinado à construção do Hospital Regional. Em 07 de agosto do mesmo ano inaugurou um novo conjunto elétrico da Usina de Luz, adquirido pela prefeitura para melhorar a iluminação da cidade, em cuja solenidade esteve presente o Governador Osvaldo Trigueiro.

Eleito prefeito pelo voto direto em 12 de agosto de 1951, Darcílio Wanderley da Nóbrega, conseguiu 4.801 votos contra 3.974 atribuídos ao seu concorrente Firmino Ayres Leite. O Cargo de Vice-Prefeito ficou com Antônio de Sousa Gomes que venceu Basílio Serrano de Sousa. Os vereadores eleitos foram os seguintes: Lauro Nóbrega de Queiroz, 1.345 votos; Severino Fernandes de Assis, 742; Cícero Lúcio de Sousa, 490; Joaquim Leitão de Araújo, 395; Antônio Urquiza Machado, 389; Walter Ayres de Araújo, 383; Antônio Crizanto Dantas, 382; Abdias Guedes Cavalcanti, 364 e Pedro Rodrigues de Amorim, 324. Todas as posses aconteceram no dia 30 de novembro.
Neste período administrativo foi concluído o Mercado Público, retirada a lama e águas poluídas das artérias, construída uma enorme rede de galerias e pavimentadas várias ruas. Darcílio deu ênfase especial à educação e além das reformas construiu o Grupo Escolar Coriolano de Medeiros e a Escola Maria Nunes. Conseguiu junto ao Governo Estadual a construção do açude de Jatobá a partir de 1952 e o Hospital Regional, inaugurado em 1953. Neste mesmo ano doou os terrenos para as construções das sedes do DER e DNER, através da Lei nº 150, de 02 de julho. Elevou Patos à condição de quinto lugar em desenvolvimento. Permaneceu no cargo até 29 de novembro de 1955.

A eleição de Nabor Wanderley da Nóbrega para prefeito de Patos aconteceu no dia 03 de outubro de 1955, oportunidade em que obteve 4.019 votos contra 3.682 conquistados por Bivar Olintho de Mello e Silva. O seu vice-prefeito foi Vicente Nogueira Batista enquanto o companheiro de chapa do concorrente era Walter Vieira Arcoverde. Os vereadores eleitos foram: Arlindo Wanderley da Nóbrega, 480 votos; Cícero Lúcio de Sousa, 446; Antônio Clementino da Nóbrega, 415; Ronald de Queiroz Fernandes, 398; Walter Ayres Araújo, 370; Abdias Guedes Cavalcante, 327; Maria Esther Sátyro Fernandes, 271; Severino da Costa e Sousa, 236; Sigismundo Gonçalves Souto Maior, 224. A posse se deu em 30 de novembro de 1955.
Durante o seu Governo, Nabor Wanderley da Nóbrega não se preocupou com obras de grande vulto, preferindo atacar de forma consistente as exigências ordinárias da população, aquelas que provocam maior grita, como calçamentos, galerias, etc. Sempre teve como ponto em evidência no seu governo o setor educacional. Foi ele, também, o responsável pela implantação da rede telefônica da cidade. Conseguiu junto às autoridades federais a energia elétrica, a partir das turbinas de Coremas. Foi, ainda, mérito seu, o abastecimento de água residencial. Implantou a Guarda Municipal e regularizou a cobrança de tributos, a exemplo do IPTU e ICMS. Graças ao impulso de desenvolvimento da Capital do Sertão, a cidade recebeu uma Agência do Banco Industrial de Campina Grande e passou a ser rota da linha aérea Recife-Fortaleza, sob a responsabilidade da Empresa Nacional, além da inauguração do trecho ferroviário ligando-a a Campina Grande. Outro acontecimento marcante no período de sua gestão, foi registrado em 17 de janeiro de 1959, quando o Papa João XXIII, transformou Patos em Diocese, fazendo com que a paróquia de Nossa Senhora da Guia passasse a ser Igreja Catedral. A posse do Primeiro Bispo, Dom Expedito Eduardo de Oliveira se daria em 12 de julho do mesmo ano.

Bivar Olintho de Melo e Silva voltou a governar o município de Patos, em 30 de novembro de 1959, tendo sido eleito em 02 de agosto com 4.802 votos, contra 3.959 de seu concorrente José Cavalcanti. O Vice-prefeito eleito foi Otávio Pires de Lacerda, com 3.238 votos, contra 3.076 de Francisco Soares de Sá e 2.228 de Bossuet Wanderley da Nóbrega. Os vereadores eleitos foram os seguintes: Vicente de Paula Rodrigues, 561 votos; Severino Rodrigues Neves, 509; Walter Ayres Araújo, 491; Ramiro Gondim Barreto, 488; Abdias Guedes Cavalcante, 445; Cícero Lúcio de Sousa, 442; Valdenor Gonçalves de Abrantes, 408; Arlyndo Wanderley da Nóbrega, 368 e Antônio Clementino da Nóbrega, 332. A posse aconteceu em 30 de novembro.
Em 5 de julho de 1960, foram criados os seguintes distritos: Quixaba (Lei 407), Baraúna (Lei 408), Santa Gertrudes (Lei 409) e São José do Bonfim (410). No dia 20 de janeiro de 1961 a Lei 486 instituiu o Código Tributário do município de Patos.

A gestão de Bivar só permaneceu até primeiro de fevereiro de 1963, uma vez que o seu mandato foi antecipado pelo fato de ter sido eleito deputado federal, mesmo pleito que levou Ernani Sátyro ao Congresso Nacional, José Cavalcanti e José Gayoso à Assembléia Legislativa. Entre as obras marcantes de seu segundo governo está o novo Matadouro Público, inaugurado com a presença do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e o Hotel JK, entregue à cidade no dia 02 de setembro de 1962, pelo Presidente Juscelino Kubitschek. Também sancionou a Lei 574, que instituiu o 13º salário para os funcionários públicos.

Com a saída do titular, assume a Prefeitura o vice Otávio Pires de Lacerda, em solenidade realizada no dia primeiro de fevereiro de 1963, permanecendo no cargo por período inferior a um ano, oportunidade em que deu seqüência aos projetos já iniciados, com ênfase especial aos setores da Saúde, Educação e Ação Social.

 

José Cavalcanti da Silva que tinha como vice o comerciante Cícero Gonçalves, foi eleito prefeito de Patos em 11 de agosto de 1963, obtendo 4.669 votos, contra 3.440 de Severino Lustosa de Morais e seu companheiro de chapa Stoessel Wanderley. Os vereadores escolhidos e suas respectivas votações foram: Ramiro Gondim Barreto, 770 votos; Cícero Sulpino dos Santos, 548; Dilton Rodrigues, 337; Edivaldo Fernandes Motta, 549; Severina Etelvina Pontes (Dona Elvina), 534; Francisco Antônio de Maria, 366; Ruy de Andrade Gouveia, 438; Severino Alves Siqueira, 301 e Vigolvino Lopes dos Santos, 245. As posses aconteceram em 30 de novembro do ano da eleição.

A gestão iniciada em 1963 foi concluída em 1969 e destacou José Cavalcanti como o político mais populista, entre todos os que passaram na administração, lembrando-se, por excelência, das periferias da cidade. No Bairro da Liberdade construiu lavanderia, clube de diversão, salão escolar, posto médico e clube das mães; no Belo Horizonte ergueu o mercado, grupo de ensino, clube dos estudantes e reformulou a capela do Cemitério São Miguel; no Juá Doce edificou escola; no Jatobá: posto médico, clube de mães e unidade escolar; construiu lavanderia no Santo Antônio; no São Sebastião um clube de mães e um posto médico. A sua obra mais marcante, porém, acabou sendo a Vila Cavalcante, uma vez que a prefeitura bancou o material necessário e a mão-de-obra correu por conta dos beneficiados, o que repercutiu na grande imprensa. Cavalcanti não planejava as suas ações, no entanto conseguiu atacar a maioria dos problemas, não apenas nos bairros carentes que constituíam as suas prioridades, como também nas partes mais centrais da cidade. Suas duas últimas obras foram: o Estádio Municipal que hoje traz o seu nome e a Praça da Babilônia, que já foi denominada de João Pessoa e, hoje, recebe o nome de Edivaldo Motta, localizada em frente à Igreja da Conceição.

O Médico Olavo Nóbrega de Sousa que teve como vice Severino Lustosa, foi eleito prefeito de Patos em 15 de novembro de 1968, com 8.014 votos, vencendo Zéu Palmeira e seu vice Apolônio Gonçalves com 3.918 e Edivaldo Fernandes Motta, da ARENA que teve como vice Valdemar Simões e obteve 3.619. Os indicados para a Câmara Municipal foram: Antônio Lima Simões, 1.127 votos; José Marcone de Andrade (Marcone Sobral), 1.034; Francisco Antônio de Maria, 978; José Ribamar de Brito, 882; Wilson Dias Novo, 861; Rênio de Araújo Torres, 842; José Ernane de Medeiros 760; Polion Carneiro de Oliveira, 731, Cícero Sulpino dos Santos, 662. A posse aconteceu em 31 de janeiro de 1969. Em 25 de março deste ano, foram iniciadas as festividades de inauguração da Rodovia Br 230, trecho Campina Grande – Patos, obra da maior significação econômica, social e política para todo o interior do Estado. A programação se estendeu até o dia primeiro de abril e também se destinou às comemorações alusivas ao 5º aniversário da revolução de 1964. O ponto alto da entrega do novo acesso foi composto de missa em ação de graças, demonstração de paraquedismo, desfile de vaqueiros e bandas de músicas, jantar festivo e bailes nos Clubes Recreativos, sendo que o corte da fita inaugural aconteceu às 17:00 horas, com discursos proferidos pelo Governador João Agripino, Ministro Mário Andreazza, entre outras autoridades federais, estaduais e municipais.
O Prefeito Olavo Nóbrega, político de oposição, mesmo não tendo o apoio do governo estadual, conseguiu fazer dos poucos recursos arrecadados um grande volume de benefícios para a população. Seu grande trabalho foi com relação ao saneamento básico, construção de calçamentos e limpeza urbana. No setor educacional primou não apenas pela manutenção das unidades de ensino já existentes, as quais passaram por uma ampliação, como também construiu os grupos: Maria Eudócia de Queiroz e Darcílio Wanderley. Edificou as lavanderias dos bairros do Jatobá e Juá Doce, tendo como obra de grande vulto a Estação Rodoviária, que veio a suprir uma das maiores deficiências da cidade além de ter conseguido desafogar o tráfego no centro.

Aderbal Martins de Medeiros foi eleito Chefe do Executivo Patoense em 15 de novembro de 1972, com 6.446 votos, tendo como vice Apolônio Gonçalves de Lima. Os demais concorrentes foram: Padre Levi Rodrigues de Oliveira, 5.936 (vice – João Palmeira de Araújo) e Durval Fernandes, 4.486 votos (Vice – Roberto Cid G. de Melo e Silva). A Câmara Municipal ficou assim constituída: João Bosco Dias, 1.782 votos; Agamenon Borges de Araújo, 1.097; Rênio de Araújo Torres, 1.041; Adão Eulâmpio da Silva, 1.034; Francisco Antônio de Maria, 1.002; Batuel Palmeira de Araújo, 918, Wilson Dias Novo, 870; José Marcone de Andrade, 775; Cícero Sulpino dos Santos, 734, Juraci Dantas de Sousa, 676 e José Ribamar Brito, 610.

A posse de todos os eleitos aconteceu em 31 de janeiro de 1973 e, já no dia seguinte, o novo prefeito conseguiu causar um grande impacto atacando com uma frota motorizada, a parte ocidental da cidade, arrancando mato e fazendo a terraplanagem.

Construiu o Colégio Supletivo Municipal, no Bairro da Maternidade; o Grupo Escolar Auzenir Lacerda, cujo prédio mais tarde abrigaria o III Batalhão de Polícia Militar; reativou a Escola Normal São José, pertencente à Diocese, que enfrentou uma grande crise no ano de 1975, recuperando a sua estrutura física e encampando a responsabilidade de fornecer professores; reativou os postos médicos da sede e construiu uma nova unidade no Distrito de Santa Gertrudes; foi o responsável pela construção do Canal da Palmeira; implantou moderna iluminação e calçou inúmeras ruas; derrubou a velha ponte do São Sebastião e construiu uma nova estrutura que prevalece até os dias atuais. Aderbal conseguiu com o Ministro das Comunicações, implantar em Patos o sistema DDD – Discagem Direta à Distância, que naquela época só era possível com a disposição de uma unidade móvel. Ele também se destacou por sua atuação na zona rural, construindo 56 açudes e 06 grupos escolares. Como homem de visão empresarial ampla, apoiou a iniciativa privada na implantação de novas unidades de trabalho.

O pleito que elegeu o médico Edmilson Fernandes Mota, aconteceu em 15 de novembro de 1976, tendo como vice-prefeito Gabriel Luiz Gomes (Gabi), oportunidade em que lhe foram atribuídos 9.435 votos, contra 8.623 de Olavo Nóbrega que tinha como companheiro de chapa, Darcílio Wanderley da Nóbrega. Os vereadores eleitos foram os seguintes: Abdias Guedes Cavalcante, 1.402 votos; Agamenon Borges de Araújo, 864; Batuel Palmeira de Araújo, 903; Cláudio de Sousa Barreto, 611; Francisco Antônio de Maria, 1.090; Juraci Dantas de Sousa, 1.049; José Nestor de Alcântara Gondim, 903; Polion Carneiro de Oliveira, 673; Rubens Almeida de Menezes, 607; Vigolvino Lopes dos Santos, 886 e Virgílio Trindade Monteiro, 741. A posse de todos os eleitos aconteceu em 31 de janeiro de 1977.

Naquela época, Patos teve que se manter com a renda própria, em decorrência do isolamento que lhe fora dado pelo governo estadual de oposição. A prefeitura calçou 28 ruas e outros trechos urbanos, num total de 310.000 m²; construiu 08 áreas de lazer, nos diversos bairros da cidade; modernizou os canteiros do centro e deu atenção especial à limpeza pública e construção de galerias. Edificou o Centro Integrado (Praça da Pelota), onde funciona a Secretaria de Educação. Foram feitos lavanderia e clube de diversão no Bairro do Morro. A sua obra de maior referência é o Mercado Modelo, valendo lembrar também a reforma do Estádio Municipal.

Rivaldo Nóbrega Medeiros foi eleito prefeito de Patos no dia 15 de novembro de 1982, com 11.651 votos (54,15%), tendo como vice Virgílio Trindade Monteiro, contra o também médico José Carlos Candeia Pereira e seu vice João Palmeira de Araújo, com 9.767 (45,39%) e Climídia Nunes Bezerra e o companheiro de chapa João Marrocos Sucupira, com 98 votos (0,46%). Vale salientar que o vencedor foi beneficiado pela sublegenda, ou seja, acumulando os votos conquistados por Adão Eulâmpio da Silva, uma vez que pessoalmente perderia para o que acabou em segundo lugar. A Câmara Municipal escolhida foi a seguinte: Orlando Xavier, 2.343; Juraci Dantas de Sousa, 1.568; Abdias Guedes Cavalcanti, 1.135, Francisco Antônio de Maria, 1.035; Batuel Palmeira de Araújo, 947; José Caetano Filho, 940; Normando Salomão Leite, 882; Severino Fernandes Gomes, 837; José da Penha Fernandes Meira, 836; Apolônio Gonçalves de Lima, 823; Petrônio Lucena Barbosa, 767; Polion Carneiro de Oliveira, 764; José Torres Gomes, 616; Rubens Almeida de Menezes, 595 e José Augusto Longo da Silva, 565. As posses aconteceram em 31 de janeiro de 1983.

O referido Governo administrou Patos durante 06 anos, beneficiado pela prorrogação de mandatos. Deu ênfase à educação reestruturando grupos escolares e construindo 30 salas de aulas. Na sua gestão foi criada a Escola de Música da Filarmônica 26 de julho, originando a Banda 24 de outubro. Construiu um Ginásio de Esportes que traz o seu próprio nome, com 2.500 m²; ergueu postos de saúde; criou creches e deve grande parte do seu brilho à saudosa Geralda Medeiros, sua esposa, que não apenas era ativa nas ações que empreendia na condição de Secretária Municipal de Saúde e primeira dama, como também conseguia apaziguar o seu temperamento forte. Ela, inclusive, chegou a se eleger deputada estadual. Outra marca da administração de Rivaldo Medeiros foi a prioridade no saneamento básico e construção de calçamentos na periferia da cidade; edificação da Praça Frei Damião e nova iluminação do Estádio Municipal. Ele chegou a assumir uma cadeira de deputado federal.

A odontóloga Geralda Freire de Medeiros foi eleita Prefeita de Patos no pleito de 15 de novembro de 1988, tendo como vice o engenheiro Geraldo Palmeira e conseguindo 12.450 votos (51,53%), contra Edmilson Fernandes Motta e seu vice Adão Eulâmpio da Silva, com 10.353 votos (42,85%); Professor Virgílio Trindade que teve como vice Tereza Vieira Marinho obteve 681 (2,82%) e professora Geralda Medeiros Nóbrega e o vice Lucrécio José Rocha de Sousa, com 676 votos (2,8%). A Câmara Municipal ficou assim constituída: Armando Gomes de Mello e Silva, 1.105; Francisco Antônio de Maria, 868; José Caetano Filho, 756; Guaray Martins de Medeiros, 723; Francisco de Assis Sousa, 623; Josafá Luiz da Silva, 609; Manuel Rodrigues Lustosa, 595; Petrônio Lucena Barbosa, 563; José Lacerda Brasileiro, 532; José Geraldo Dinoá Medeiros, 494; Abdias Guedes Cavalcanti, 411 votos; Antônio Cid S. de Mello e Silva, 411, Roland Montalvan Pires Torres, 375.
A posse dos novos dirigentes aconteceu em primeiro de janeiro de 1989 e a administração foi voltada para o social, cuidando da saúde, ampliando e construindo creches, beneficiando as mães das crianças carentes com a implantação de diversos programas. Entre as obras edificadas no referido período, está a Escola Profissionalizante da Mulher, inaugurada em 28 de julho de 1991, localizada no Bairro de São Sebastião. O setor de educação constituiu uma das grandes prioridades da referida gestão.

O Médico Antônio Ivânio Ramalho de Lacerda foi eleito governante municipal de Patos em 15 de novembro de 1992, com 14.959 votos (45,71%), tendo como vice, Francisca Gomes Araújo Motta e derrotando Dinaldo Medeiros Wanderley e seu vice Armando de Bivar, que conseguiram 13.144 votos (40,16%), Múcio Sátyro e seu companheiro de chapa Virgílio Trindade Monteiro, 2.016 (6,16%), Aderban Martins de Medeiros e seu Vice Valdemar Florentino de Sousa Irmão, 1.857 (5,67%) e Otávio Bezerra Sampaio e seu vice professor Ivon, 752 votos (2,3%). A Câmara Municipal ficou assim constituída: Francisco Antônio de Maria, 916 votos; José Tota Soares de Figueiredo, 893; Roland Montalvan Pires Torres, 705; Ronaldo Xavier Pimentel, 650; Manuel Rodrigues Lustosa, 630; Raumanisso Neves dos Santos, 604; Paulo de Assis Aires Porto, 590, José Francisco Filho, 556; Josimar de Azevedo Barbosa, 544; José Caetano Filho, 526; Antônio Cid Soares de Mello e Silva, 512; Dineudes Possidônio de Melo, 504; Batuel Palmeira de Araújo, 502; Maria da Cruz Crispim Batista, 501; Pedro Alex Dias Jerônimo, 501; Francisco de Assis Sousa, 500; Eliane Batista da Silva, 481; Nivaldo de Queiroz Sátyro, 472; Bonifácio Rocha de Medeiros, 462. A solenidade de posse aconteceu em primeiro de janeiro de 1993, sendo que a vaga de Paulo Porto (assassinado no mês de dezembro) foi ocupada pela primeira suplente do PMDB, Geane Calixto.

O Dr. Ivânio assumiu os destinos de Patos, após cumprir dois anos de mandato como deputado estadual, conseguindo derrubar uma oligarquia que já se aproximava de duas décadas. Construiu o Mercado do Jatobá, Pontilhão do São Sebastião, Centro de Treinamento de Professores, Praça da Alimentação, Canal do Morro e Liberdade; revitalizou a Praça Edivaldo Motta e o centro da cidade; criou o Patos Fest; edificou a escola do Sítio Fechado, além da recuperação e ampliação das unidades de ensino já existentes; construiu os postos médicos Walter Ayres e Aderban Martins, nos bairros de Santo Antônio e Jardim Lacerda; criou o programa Espaço Administrativo; implantou os projetos: De Olho na Cidade e SOS Saúde, com ambulâncias atendendo a população vinte e quatro horas por dia, dentre outros.

Dinaldo Medeiros Wanderley foi eleito prefeito de Patos em 15 de novembro de 1996, com 19.577 votos (53,27%), tendo como vice Elizabeth Sátiro, contra Francisca Gomes Araújo Motta e seu vice José Lacerda Brasileiro, que conquistaram 13.085 (35,61%), além de Padre Jair Jacob Tomasella e sua vice professora Geralda Medeiros, com 3.829 (10,42%) e Fernando Antônio Formiga de Queiroz e o vice João Araújo da Nóbrega, 257 votos (0,7%). A Câmara Municipal ficou assim constituída: Pedro Alex Dias Jerônimo, 1.383, Francisco Antônio de Maria, 1066; Petrônio Lucena Barbosa, 1.042; Lucineide da Silva Fernandes (Bola), 1.017; Josimar de Azevedo Barbosa, 988; Madiel de Sousa Conserva, 960; Batuel Palmeira de Araújo, 955: Antônio CID Soares de Mello e Silva, 866; Manuel Rodrigues Lustosa, 822; José Francisco Filho, 818; Cláudio de Sousa Barreto, 806; Francisco de Assis Sousa, 805; Francisco de Assis Barbosa, 801; Severino Canuto Filho (Lodim), 789; Nivaldo de Queiroz Sátyro, 709; Maria da Cruz Crispim Batista, 681; Emmanuel da Nóbrega Falcão, 650; Maurílio Joca Cabral, 549 e Severino Rodrigues de Sousa, 481. A posse aconteceu em primeiro de janeiro de 1997.
Com o instituto da reeleição Dinaldo e Elizabeth, voltaram a conquistar mais um mandato no pleito realizado em 03 de outubro de 2000, desta feita disputando com Nabor Wanderley da Nóbrega Filho que teve como vice Bertrand Freire de Medeiros e Vital Henrique de Almeida e seu companheiro de chapa Sansão Silva Sousa. As votações foram respectivamente as seguintes: 27.967 (63,8%), 15.121 (34,5%) e 744 votos (1,7%). A Câmara Municipal ficou assim constituída: Inácio Ferreira de Lucena, 1.965; Pedro Alex Dias Jerônimo, 1.467; Lucineide da Silva Fernandes, 1.266, Raniere C. Ramalho de Lacerda, 1.213; Petrônio Lucena Barbosa, 1.127; Nivaldo de Queiroz Sátyro, 1.125; Cláudia Ribeiro de Araújo, 1.080; Guaray Martins de Medeiros, 1.062; Emmanuel da Nóbrega Falcão, 973; Josimar de Azevedo Barbosa, 963; Severino Rodrigues de Sousa, 948; Antônio Ivanes de Lacerda, 908; Expedito Mendes de Menezes, 877; Rociberg Leandro Lacerda, 868; Rildian da Silva Pires, 833; Luiz Alves Cavalcante, 816; Edileudo de Lucena Medeiros, 790; Marcos Eduardo Santos, 757 e Francisco de Assis Sousa, 750. A posse aconteceu em primeiro de janeiro de 2001.

Com relação às duas gestões do prefeito Dinaldo Wanderley, as suas ações foram iniciadas a partir do projeto Habitat Brasil, transformando casas de taipa em alvenaria e beneficiando de início os bairros da Vitória e Vila Cavalcante. Também construiu um conjunto habitacional nas proximidades da Vila Mariana; concluiu a Ponte entre o Juá Doce e o Bairro da Vitória e edificou um centro comercial para abrigar a tradicional feira da troca; implantou pavimentação asfáltica e paralelepípedos em artérias do centro e de alguns bairros; perfurou poços; construiu escolas e melhorou outras existentes. Foi ele o responsável pela edificação da cobertura entre os mercados, além da padronização dos estabelecimentos existentes no referido espaço comercial. Construiu a Praça Fernando Soares e reativou o São João, criando um amplo espaço para o turismo. A partir do seu primeiro mandato o governo federal implantou o Fundef, melhorando consideravelmente o setor educacional e desafogando as finanças da administração.

Nabor Wanderley da Nóbrega Filho assumiu a Prefeitura de Patos em primeiro de janeiro de 2005 e contemplando em seu plano de governo como principal meta à geração de emprego e renda. O pleito que o elegeu aconteceu em 03 de outubro de 2004, oportunidade em que disputando pela legenda do PMDB conseguiu 27.226 votos (56,31%), contra 21.123 (43,69%) de Dineudes Possidônio, do PFL. O seu vice é Antônio Ivânio Ramalho de Lacerda e o companheiro de chapa do candidato perdedor foi Vicente Paulo Cavalcante (Vicente das Bolsas).

A Câmara Municipal ficou assim constituída: Orlando Xavier – 2.072 votos; Zefinha das Bolsas – 2.068; Marcos Eduardo – 2.057; Zé Mota – 1.752; Dr. Ivanes Lacerda – 1.642; Inácio de Gelo – 1.491; Petrônio Lucena – 1.349; Chico Bocão – 1.346; Bonifácio Rocha – 1.138 e Pipi – 1.032.

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