Festivais

Uma prova inconteste de que a cidade de Patos teve em sua trajetória eventos musicais de peso, pode ser constatada no registro de um dos seus grandes festivais, promovido a partir de 1971, pelo dinâmico Club Jovem, denominado Fortelândia, fundado em 1964 por Rui Ribeiro Pereira Dantas e tendo em sua primeira composição, além do idealizador: Dinaldo Wanderley, Francisco Perigo, George e Osvaldo Meira Trigueiro, Lino Gonçalves, Paulo Antônio Gayoso, Rui Pontes, Érico Araújo, Osmundo Leite e João Lugo. Mais tarde ganharia o reforço de Robson e Ricardo Nery, Alvinho, Toinho Elizeu, Marquinho, Normando Leitão, Chaves, Fernando Formiga, dentre outros.

A primeira versão, realizada nos dias 01 e 08 de outubro, teve na comissão julgadora a presença dos professores Manuel Clementino, Antônio Fernandes, Rubens de Azevedo, Enaldo Torres Fernandes, Romero Nóbrega, maestro Zito e Ribamar de Brito. A composição “Preto Velho José” de Antônio Emiliano, interpretada por Saraiva, conseguiu a primeira colocação e foi aplaudida de pé no auditório do Cine Eldorado. Edu Lemos foi o vice-campeão com a música “Grito de Paz”. Emiliano também conseguiu a terceira colocação, através de “Patos dos Meus Tempos”, na voz da melhor intérprete feminina, Cândida Maria, que na primeira eliminatória já era apontada como a vencedora do festival.

Segundo publicação da Revista Opinião, o samba também esteve presente, na classificação final através do embaixador da música Virgílio Trindade, com “Meu Samba, Minha Vida”, na voz do autor auxiliado pelo Conjunto Ataulfo Alves e suas Pastoras, conseguindo o quarto lugar. Nada deixou a desejar no I FPMPB de Patos, que foi o maior acontecimento cultural da cidade naquele ano, numa noite de arte, luz e alegria. O Conjunto Os Jovens destacou-se pelo acompanhamento dos cantores do festival.

Já em 1973 quase sessenta músicas se inscreveram para a competição, oportunidade em que a grande homenagem era prestada à saudosa Dalva de Oliveira que havia falecido recentemente. O II Festival Sertanejo de Música Popular Brasileira foi constituído de três eliminatórias, uma semi-final e uma finalíssima, tendo na avaliação a competência dos seguintes jurados: Dr. Romero Nóbrega Presidente; Dr. Nilson Nogueira de Melo – Diretor da Faculdade de Filosofia; Professor Ribamar de Brito – com vasta experiência em outros festivais; Maestro Zito do Z-7 – grande bagagem contra músicas plagiadas; Aércio Pereira – um dos maiores e melhores discófilos da cidade; Dr. Adilson Leite – o Zé Fernandes do Júri e, finalmente, Iran Medeiros da Nóbrega, violonista, compositor e atuante no meio artístico do Recife.


O auditório do Cine Eldorado esteve vibrante e recebeu com tranqüilidade a decisão. A classificação foi a seguinte: 1º Lugar: ALELUIA, ALELUIA – de Amaury de Carvalho, defendida por Saulo Araújo; 2º lugar: TEMPO CHEGADO – dos Irmãos Lemos, defendida pelo Trio “Os Pássaros”; 3º lugar: O NOSSO LUGAR de Nilson do Conjunto “Os Jovens”; 4º lugar: BENEDITA CAIANA de Romildo e Cezária, interpretada por Giordano Leite; 5º lugar: COISA ERRADA PRÁ DIZER de Tereza Daher, candidata provinda da cidade de Caicó, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte. O Primeiro lugar recebeu Cr$ 600,00, uma oferta do Governador Ernani Sátyro, entregue pelo Professor Messias, diretor do Colégio Estadual. Para o segundo Cr$ 400,00, doação da Prefeitura e entregue pelo Chefe do Executivo Olavo Nóbrega. O terceiro recebeu Cr$ 300,00 da IMAM, cuja entrega foi feita pelo diretor da Casa do Estudante, Juraci Dantas de Sousa, oportunidade em que representava o empresário Aderbal Martins.

Os melhores intérpretes foram Saulo Araújo e Disseles Santos. Todos os cantores foram acompanhados pelo Conjunto Z-7, enquanto a apresentação foi confiada a Luiz Gonzaga Lima de Morais. Durante todo o evento o samba foi o ritmo mais explorado e de maior sucesso em meio aos expectadores. Entre os destaques estavam Virgílio Trindade e Antônio Emiliano, que interpretaram AONDE É QUE VOCÊ VAI, composto por Onivaldo Rocha, residente em João Pessoa.
Outro Festival que marcou época foi dedicado ao ritmo carnavalesco, entre os quais podemos destacar a IV versão, com a final no dia 21 de fevereiro de 1981, numa promoção da Prefeitura Municipal, no Governo de Edmilson Mota, organizado por Virgílio Trindade, Aloísio Araújo, Edileuson Franco, Luis Gonzaga, José Augusto Longo, Petrônio Gouveia, Nestor Gondim e Juraci Dantas de Sousa.

Quarenta e cinco músicas foram inscritas, das quais 20 selecionadas e fizeram a festa, durante três dias. As vencedoras pela ordem decrescente foram: GERAÇÃO – de Joacil Martins Pereira; CADÊ NANÁ de Waldemir Campos (Saraiva); NOSTALGIA – de Marcos Nogueira; O POETA – de Francisco Pereira Filho; FOLIÃO APAIXONADO – de Gilson Monteiro. A premiação foi respectivamente: Cr$ 10.000,00; Cr$ 5.000,00; Cr$ 3.000,00; Cr$ 2.000,00 e Cr$ 1.000,00. O troféu de melhor interprete foi outorgado a Saraiva.

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