Amaury de Carvalho


Um dos grandes nomes da cultura sertaneja, com a maior parte de sua trajetória na cidade de Patos, foi Amaury de Carvalho. Ele nasceu em São Mamede, no dia 02 de outubro de 1939 e aos sete meses de idade, com a morte de seu pai Francisco Ricarte de Carvalho, passou a ter o cuidado exclusivo da mãe, Maria Joana de Medeiros, que na transferência para a cidade de Patos encontrou os meios de lhe proporcionar o essencial, principalmente em termos de educação. Mulher bastante religiosa conseguiu na prática do dia-a-dia encaminhar o seu único filho aos caminhos da fé, o qual chegaria ao Seminário mesmo não seguindo a carreira de sacerdote.

O Hino de Nossa Senhora da Guia, cuja letra foi escrita por Dom Fernando Gomes, na época ainda pároco da Catedral, passou a ser uma referência do referido artista. A gravação oficial ocorreu em 1981 e foi patrocinada pela Prefeitura Municipal de Patos, ora governada por Edmilson Fernandes Mota. No mesmo compact, estavam os Hinos de Patos, do Nacional e do Esporte Futebol Clube, sendo estes da autoria do próprio Amaury. A produção deveria ter sido bancada pelo Governo do Estado, que tinha à frente o patoense Ernani Sátyro, contudo, algumas divergências ocorreram, por conta da letra do Hino da cidade. O Chefe do Executivo Paraibano, a princípio achava que deveria haver uma estrofe falando dos filhos ilustres da terra e, inclusive, se propunha a elaborá-la na condição de poeta. O prefeito até concordou, mas foi de opinião que o criador da letra inicial, realizasse a referida ampliação. De posse das estrofes definitivas, retornou à Capital e teve novo encontro com o Dr. Ernani, a quem oficializou a entrega. Aguardou dois anos e diante da falta de uma definição decidiu bancar a iniciativa com recursos do próprio município. Um projeto foi enviado à Câmara Municipal para a liberação da verba de 80 mil cruzeiros, sendo que em 03 de abril de 1981, era consolidada a gravação, na empresa Mocambo, sediada em Recife, sob a coordenação do maestro Castanha.

Com relação ao Hino de Nossa Senhora da Guia, no que se refere à música, Amaury afirmava como autor o Professor Marinho, um dos maestros da Filarmônica 26 de Julho, enquanto a senhora Maria Rosalina, esposa de José Xavier e mãe do Padre João Carmelo Xavier, assegurava que a iniciativa teria sido de uma coreana conhecida por Dona Léu, que lecionava inglês e música no Colégio Cristo Rei. Outras informações atribuem tal autoria ao professor João Norberto. Sobre a letra, não existe dúvida do mérito de Dom Fernando Gomes.

A Lei que instituiu o Hino da Cidade de Patos é fruto da Resolução nº 02 de 1971, aprovada por unanimidade e sancionada pelo então prefeito, Olavo Nóbrega. O Legislativo era presidido pelo vereador Rênio Araújo Torres e contava ainda com os edis: José Marcone de Andrade (Marcone Sobral), Antônio Lima Simões, Francisco Antônio de Maria, Wilson Dias Novo, José Ernane de Medeiros (Zeca Baêta), José Ribamar de Brito, Cícero Sulpino dos Santos e Polion Carneiro.

Ainda como cantor e compositor, Amaury de Carvalho foi destaque nas grandes competições realizadas em Patos e em outros pontos da Paraíba, tendo vencido em 1973 o Festival de Música Popular promovido pelo Fortelândia, com a composição Aleluia-Aleluia, defendida por Saulo Araújo. Conquistou o I Forraço, mais tarde denominado de Forró-Fest, promovido pelas TV’s Cabo Branco e Paraíba. Tendo participado da formação de vários grupos musicais, Amaury recebeu inúmeros convites para se profissionalizar, inclusive no sul do país para onde seguiu, em determinada época. Contudo, atingido pela saudade de Patos acabou por regressar abdicando de sua própria ascensão.

Desenvolvendo a aptidão de comunicador, durante muito tempo, Amaury de Carvalho trabalhou na Rádio Espinharas de Patos, principalmente na condição de diretor artístico e discotecário, onde deixou sua marca registrada. Mais tarde assumiu um cargo na Coletoria Estadual, por convite do então Governador Tarcísio de Miranda Burity, seu amigo particular desde a época em que esteve no Seminário.

Amaury de Carvalho, casado com Francisca e pai da odontóloga Ana Paula, faleceu às 02:00h da madrugada de 28 de setembro de 2004, no Hospital Regional de Patos, onde estava internado desde à tarde do dia anterior. Naquele momento encerrava a sua jornada terrestre um dos grandes nomes da cultura sertaneja, que mesmo tendo nascido no vizinho município de São Mamede, onde foi sepultado, passou praticamente todos os seus anos na Capital do Sertão da Paraíba.

Hino do Esporte

Esporte, Esporte, Esporte O alvirubro do meu coração
Esporte, Esporte, Esporte é o patinho terror do sertão

Quando ele arranca todos sabem como é
É mais um gol e a turma segue dando olé
Tens Inocêncio muita glória, muito amor
Esse patinho é mesmo um terror

 

Hino do Nacional

Olhe o verde da esperança no gramado
Toda galera já sabe o resultado
Sempre, Sempre, Sempre no final
Na cabeça dá Nacional

Verdão de fibra ganha no grito
Ganha na raça ,ganha bonito
E a cada gol que emoção
Salve o canarinho do sertão
Nacional! Nacional!

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