A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Patos teve origem aos 06 dias do mês de maio de 1988, em uma das salas do Hotel JK, oportunidade em que estiveram reunidos alguns integrantes da sociedade, preocupados com a situação vivida por pessoas deficientes, desprovidas de recursos financeiros e, conseqüentemente necessitadas de amparo. A primeira diretoria teve como presidente Darlan Pires de Lacerda e os demais membros eram: Paulo César de Sousa, Inácia Braz de Medeiros, Francisca Lacerda Maracajá Barreto, Ildemar da Silva Vidal de Negreiros, Carlos Alberto Melquíades e Tereza Marinho Vieira de Medeiros, a primeira presidente de honra.

O trabalho inicial girou em torno da tentativa de recrutar pessoas da localidade, como sócios contribuintes, conscientização do movimento e seus objetivos. Contudo só perdurou por seis meses, resultando na desativação da entidade, a qual ficaria esquecida por mais dez anos.

Em 14 de abril de 2000, alguns dos antigos sócios fundadores e outros convidados tomaram parte em um encontro, no auditório da Igreja dos Mormón, resultando na reativação da APAE-Patos, registrada logo em seguida no Cartório de Dinamérico Wanderley, sob o número 721. Na ocasião a presidência foi assumida por Mário Soares de Oliveira e a diretoria contou com a participação de Francisca das Chagas Vasconcelos, Francinete Santiago, Francisca Maracajá, Severlândio Medeiros de Araújo, Luis Carlos Vidal Fontes e Francisco José Leite. Por um bom período a APAE funcionou na rua Rui Barbosa, em instalações precárias, sendo que mais tarde passou a ocupar uma casa maior na rua Miguel Sátyro, passando a ser dirigida por Gilvan José Campelo dos Santos e os demais membros da diretoria: Pedro Alves Filho, Maria Edilene Rodrigues, Judivan Pereira Soares, Vicente Alves de Oliveira Neto, Valter Ribeiro da Silva, Francisca Lacerda Maracajá, Fernando Meira Trigueiro e outros.

Com pouca ajuda dos poderes públicos e vivendo efetivamente das contribuições de populares e algumas promoções, a APAE de Patos continuou desenvolvendo um trabalho amplo de atendimento às pessoas portadoras de necessidades especiais, na educação infantil e fundamental, séries iniciais e, na área de saúde, oferecendo os serviços de fisioterapia, fonoaudiologia e psicopedagogia. Passou também a contar com parceiros importantes, entre eles a FUNAD, Clínica Integrada de Patos, Clínica de Olhos e o Núcleo Social da Ação Evangélica, no atendimento médico e tratamento odontológico. Além disso, seqüenciou o trabalho na área de prevenção, participando de campanhas nacionais contra doenças causadoras de deficiências.

Por acreditar nas possibilidades transformadoras da Educação, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais é mantenedora da Escola de Educação Especial Luz do Amanhã, jurisdicionada à Primeira Delegacia Regional de Ensino, com sede em João Pessoa. Na cidade de Patos já atendeu a inúmeras pessoas, nas mais diferentes especialidades: deficientes auditivos, físicos, mentais, múltiplos e portadores de síndromes de west. Vale ainda salientar que, com relação aos atendimentos clínicos, a APAE Patos, já recebeu inúmeras pessoas que não estão contidas no seu cadastro regular e, inclusive residentes em outros lugares da região.

Por se tratar de um movimento que se destaca no país pelo seu pioneirismo, cuja fundação se deu no Rio de Janeiro em 1954, adotando como símbolo a figura de uma flor ladeada por duas mãos em perfil, desniveladas, em uma posição de amparo e proteção, a sua estrutura não poderá, jamais, deixar de existir. Com mais de 2.000 unidades espalhadas pelo Brasil, a APAE, considerada o maior movimento filantrópico do mundo na área, se caracteriza por ser uma sociedade civil, filantrópica, de caráter cultural, assistencial e educacional com duração indeterminada.

Especificamente com relação à cidade de Patos, é preciso que desperte na sociedade como um todo e, de modo especial nos que integram os poderes públicos, a necessidade de contribuir de forma permanente para que a referida entidade não venha a sofrer descontinuidade, uma vez que os seus dirigentes são verdadeiros heróis da resistência, mas não podem atingir os espaços que estão além de suas limitações. Uma sede própria, um transporte especial, maior número de profissionais, são elementos que devem existir em todos os tempos para que a entidade não venha a fechar suas portas, como aconteceu no passado. E na responsabilidade existente em cada um de nós, enquanto humanos que somos, é preciso o entendimento de que se temos a felicidade de não precisar da APAE devemos experimentar esta felicidade ajudando a quem precisa.



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